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Vidas que, quer queiramos quer não, fazem parte de nós.


18
Jan15

Pausa

por Eu, simplesmente!

A todos os que têm tido a paciência de vir até aqui, o meu obrigada.

Decidi, dado de momento ter pouca disponibilidade, fazer uma pausa no "Vidas".

 

Até já!

 

 

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03
Jan15

Zurique. Um breve olhar.

por Eu, simplesmente!

São 22H30, hora local, quando sobrevoamos Zurique. Como qualquer outra cidade, aos nossos pés – ou por debaixo deles – estende-se um mar de luzes minúsculas, umas mais juntas, outras mais dispersas, de acordo com a dimensão do aglomerado habitacional sobrevoado. O aeroporto está praticamente deserto àquela hora. Meia dúzia de pessoas passam apressadas seguindo, cada uma, o seu caminho.

Saímos.Cá fora, as estradas cruzam-se em todas as direcções. É noite, pouco se vê para além da sinalética do trânsito. Chegamos a casa, vamo-nos deitar com o coração mais cheio. É a ternura, é o calor que advém de estarmos entre amigos, de partilharmos vidas, afectos, alegrias.

Amanhece e a cidade espera-nos. Queremos conhecê-la. Começamos pela rua que auto-denominamos por “rua das joalharias”, ou seja, pela Bahnhofstrasse. É que estas multiplicam-se de forma assombrosa, seguindo se umas às outras, contíguas, quase iguais. O preço de grande parte das peças expostas atinge uma ordem de grandeza que nos faz sorrir. Poderíamos nós – ou a maioria das pessoas com quem nos cruzamos – ter acesso a uma qualquer delas?

Uma multidão de gente anónima cruza-se na correria própria de qualquer cidade. Gente comum, pensamos. Mas, à medida que vamos andando, começamos a aperceber-nos de que isto não é bem verdade. É que há espaços que parecem destinados a uma elite, e só a ela. É o restaurante à porta do qual conversa um grupo de homens (apenas homens) com um ar distinto, com o “toque” que só o dinheiro dá. A alta finança está ali representada: sente-se, quase se toca. Olhamos as pessoas, apenas as pessoas. Não interessa mais nada a não ser "vê-las", senti-las na sua maneira de estar. Esta é a verdadeira forma de conhecer um povo, analisar comportamentos e atitudes. A multiculturalidade impõe-se, sente-se um pouco por todo o lado, os idiomas falados são os mais diversos. De repente paramos, alguém canta. Ouvido à escuta, que as vozes vinham de longe: portugueses, eram compatriotas que trabalhavam numa obra e cantavam bem dispostos, verificamos depois.

Mas, e os suíços? Não, não constituíram uma surpresa! Já sabíamos do seu lado frio, demasiadamente pragmático, demasiadamente "mecanizado". Seriamos capazes de viver, trabalhar, com pessoas tão diferentes no seu modo de ver e estar na vida?

 

CCB (73).JPG

 

 Não, decididamente, não! Abençoados latinos na sua forma calorosa de estar na vida.

Se perdemos o gosto pela visita? Nem pensar! Enquanto paisagem Zurique tem locais fabulosos, lindos, locais onde apetece ficar/estar. Uma experiência a não esquercer, um país a revisitar com mais tempo.

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