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Vidas que, quer queiramos quer não, fazem parte de nós.


13
Ago14

A morte de Robin Williams

por Eu, simplesmente!

 

 

Muito se tem escrito sobre a morte deste Homem tão especial que, sem dúvida, marcou não só a história do cinema como de muitos de nós.

O Homem alegre, bem disposto, o Homem que fazia rir, suicida-se? Um espanto, pois!

 

E é a partir daqui que é muito curioso ver a abordagem que é feita à "escolha" - como dizem alguns -, da forma como decidiu morrer.

 

Mas quem é que tem a veleidade de pensar que pode, sequer ajuizar, sobre as suas razões vs motivos?

Quem é que tem a pretensão de saber - leia-se, imaginar - qual o seu grau de sofrimento?  

Quem é que não  compreende que o facto de fazer rir não era sinónimo, nem de felicidade, nem de bem estar?

Quem é que não consegue perceber que uma coisa nada tem a ver com outra?

Quem é que não percebe que o riso pode ser a máscara com que se pretende esconder a dor?

 

Quem não percebe nada disto, não percebe rigorosamente nada acerca do Homem e muito menos das suas idiossincrasias.

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12 comentários

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De Anónimo a 13.08.2014 às 20:23

Ah claro, para mim não é espanto nenhum.
Conheço alguém imensamente sensível e frágil, mas que há quase 7 anos veste uma capa de durona. Diz que foi a forma que arranjou de escapar viva no meio dos mundos tão distantes em que vive.
Beijinho
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De Eu, simplesmente! a 13.08.2014 às 23:41

Também conheço algumas dessas pessoas, as tais que cerram os dentes, afivelam a máscara, erguem a cabeça e seguem em frente.

Nem imaginas quanto as admiro, quanto as respeito.

Beijinho.
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De Existe um Olhar a 14.08.2014 às 08:20

Um mundo está sempre pronto a opinar e criticar, dizendo e especulando grandes disparates. Ninguém sabe o dia de amanhã e o facto do Robin ter escolhido morrer daquela maneira, de forma alguma lhe tira o mérito e a grande capacidade de nos fazer sorrir.
Nem sempre um sorriso esconde felicidade e há pessoas que por detrás da boa disposição escondem sofrimentos terríveis.
Seja como for eu, continuo a admirá-lo.

Beijos
Manu
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De Eu, simplesmente! a 19.08.2014 às 23:28


Quantos sorrisos escondem verdadeiros dramas! Sinto por estas pessoas, as que optam por ser senhoras do seu destino, um imenso respeito.

Abraço.
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De Miguel Alexandre Pereira a 15.08.2014 às 00:19

Foi uma enorme perda para o mundo do cinema, era um excelente actor. É uma pena que tenha optado por desistir, mas ninguém pode criticar a sua decisão. Ele melhor que ninguém sabia o que estava a passar...
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De Eu, simplesmente! a 19.08.2014 às 23:32


Há dramas, sofrimentos inimagináveis. Quem somos nós para julgar seja quem for?
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De Amora Perfumada a 15.08.2014 às 15:48

Por vezes as pessoas que estão sempre a rir, bem dispostas e que parecem de bem com a vida são as que mais sofrem sem ninguém saber.... É triste a forma como escolheu morrer, mas não deixo de o admirar por isso.
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De Eu, simplesmente! a 19.08.2014 às 23:35


Faço minhas as suas palavras. É que não posso estar mais de acordo!

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De Argos a 17.08.2014 às 22:28

Julgar o outro por actos destes ou tentar entender....
A nossa mente, o que cada um de nós é realmente... por vezes jogos de espelhos.
Rir e fazer rir nunca foi nem será sinonimo de alegria e bem estar com a vida.
Muitas vezes o mesmo acontece com a música e com a dança.
Riso,música, dança, para os que assistem pode ser beleza, para os que fazem pode ser desespero puro elevado ao mais alto nível. Fio ténue entre a vida e a morte.
Por isso te perguntei no posto de baixo o que era realmente a beleza.


Abraço grande
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De Eu, simplesmente! a 19.08.2014 às 23:55

Claro que rir ou fazer rir não é sinónimo de alegria, mas já não afirmo o mesmo no que respeito à música e à dança. Penso que qualquer destes executantes, embora tenham como qualquer outra pessoa momentos maus, enquanto cantam, ou dançam, tendem a esquecer quase tudo. É que o prazer é tão grande que tudo o resto se esfuma.

Abraço grande.
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De Argos a 20.08.2014 às 21:09

Não sei explicar muito bem, como sabes as palavras e eu não nos damos muito bem, mas tenta imaginar:
Perante determinada situação sentes raiva, impotência, não queres ceder, não podes chorar, mostrar fraqueza, mas uma mao invisível "tenta-te". Acena-te, aponta um caminho que não queres seguir e que está ali tão perto. Mais desepero, mais jogo de forças.
Resistes, lutas. Transformas cada gota de raiva (palavra feia, ninguém admite sentimentos desses) em nota musical. Acompanhas essa música interior feita de fogo com uma coreografia de dor. E Resistes, resistes, resistes...até parares por exaustão. Para os que assistem é beleza, para nós um até à próxima luta.

Desculpa
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De Eu, simplesmente! a 21.08.2014 às 00:43

Não tens que pedir desculpa, nem pensar!
Só tenho que te agradecer a troca de impressões/opiniões, só assim a blogosfera faz algum sentido.
Nunca tinha visto as coisas por esse prisma, mas colocadas dessa forma não posso deixar de te dar razão.
Abraço grande.

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