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Vidas que, quer queiramos quer não, fazem parte de nós.


28
Nov14

A palavra, sempre a palavra.

por Eu, simplesmente!

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 Sophia de Mello Breyner Andresen

 

Com Fúria e Raiva

 

Com fúria e raiva acuso o demagogo
E o seu capitalismo das palavras

Pois é preciso saber que a palavra é sagrada
Que de longe muito longe um povo a trouxe
E nela pôs sua alma confiada

De longe muito longe desde o início
O homem soube de si pela palavra
E nomeou a pedra a flor a água
E tudo emergiu porque ele disse

Com fúria e raiva acuso o demagogo
Que se promove à sombra da palavra
E da palavra faz poder e jogo
E transforma as palavras em moeda
Como se fez com o trigo e com a terra

Sophia de Mello Breyner Andresen, in "O Nome das Coisas".

 

Com este belo poema, de Sophia de Mello Breyner, fica o meu voto de um óptimo fim-de-semana para todos.

 

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2 comentários

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De Miguel Alexandre Pereira a 05.12.2014 às 10:51

Um poema fabuloso de uma escritora com um talento prodigioso. Sem dúvida uma boa escolha :)

http://ummarderecordacoes.blogs.sapo.pt/
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De Eu, simplesmente! a 21.12.2014 às 19:52

Obrigada, Miguel.
Por falta de disponibilidade tenho andado arredia, daí o facto de ainda não ter respondido.:(

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