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Vidas que, quer queiramos quer não, fazem parte de nós.


28
Nov14

A palavra, sempre a palavra.

por Eu, simplesmente!

Sofia.jpg

 Sophia de Mello Breyner Andresen

 

Com Fúria e Raiva

 

Com fúria e raiva acuso o demagogo
E o seu capitalismo das palavras

Pois é preciso saber que a palavra é sagrada
Que de longe muito longe um povo a trouxe
E nela pôs sua alma confiada

De longe muito longe desde o início
O homem soube de si pela palavra
E nomeou a pedra a flor a água
E tudo emergiu porque ele disse

Com fúria e raiva acuso o demagogo
Que se promove à sombra da palavra
E da palavra faz poder e jogo
E transforma as palavras em moeda
Como se fez com o trigo e com a terra

Sophia de Mello Breyner Andresen, in "O Nome das Coisas".

 

Com este belo poema, de Sophia de Mello Breyner, fica o meu voto de um óptimo fim-de-semana para todos.

 

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2 comentários

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De Existe um Olhar a 30.11.2014 às 20:30

O fim de semana está a terminar, mas nem por isso este poema deixa de me comover, porque adoro os poemas de Sophia, Uma boa escolha e já com algum atraso, não quero deixar de te desejar uma excelente semana.
O tempo não tem dado para tudo, o regresso é sempre atribulado, tal como as partidas, mas a pouco e pouco tudo vai voltando ao normal

Beijinhos
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De Eu, simplesmente! a 21.12.2014 às 19:56

De facto são lindíssimos, pertencem ao grupo daqueles que nunca nos cansamos de ler.
Também tenho andado arredia, por isso compreendo. É que o tempo nem sempre dá para tudo. :(
Beijinhos.

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