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Vidas que, quer queiramos quer não, fazem parte de nós.

12
Jul14

Nostalgia misturada de ternura!

por Eu, simplesmente!

Apesar de ter regressado ontem, tenho a sensação de não ver o meu tão amado mar há uma eternidade.

 

 

 

Última conversa ouvida, vivida e partilhada.

Um casal e as suas duas crianças, um rapazinho a querer ser homem, e uma pequenina a querer dar ordens.

 

Rui - Mãe, quero ir brincar.

Bia - Mas tem que ser para ali. (o "para ali", tinha alguns degraus).

Mãe - Não, Bia, ali não, não vês que tem degraus?!

Rui - Mãe, mas eu tomo conta da Bia.

Pai - .....

Mãe - Não, já disse que não.

 

Finalmente o pai decide intervir.

 

Pai - Dás a mão à Bia? Cuidado, olha que ela é pequenina e pode cair!

Rui - Dou, pai, eu tomo conta dela.

Bia - Pai, mas eu quero ir "para ali".

Pai - Mas Bia, há tanto espaço, porque queres ir brincar para os degraus?!

 

Pausa. Todos se olham num medir de forças. A mãe, após troca de olhares com o marido, dá o veredito.

 

Mãe - Sim, podem ir, mas cuidado.

 

Aí vão os dois numa correria.

A Bia, muito mais rápida que o irmão, e como tudo fazia prever, estatela-se, felizmente que no último degrau.

A mãe levanta-se, corre, mas a Bia, já de pé, olha para a mãe, ar de desafio: vês, não me magoei!

E lá vão os dois irmãos, ultrapassado que está o "para ali", brincar num local que não era propriamente o "para ali" da Bia.

Que importa isso? A Bia tinha ganho, lia-se isso no seu ar vitorioso. A mãe regressa à mesa. Olhamo-nos. Encolhe os ombros, sorri, um sorriso onde podia adivinhar-se uma alegria secreta.

 

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